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lowcura


O blogue LOWCURA mudou de endereço para http://lowcura.blogspot.com/



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 19h56
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O Amor na Geladeira

 

A maneira da água

O gelo se adensa

A tensão se sobrepõe

 

Há camadas de desterro

Naqueles olhos que se tocam

Beijando a pele da córnea

 

Enfim quem sabe na ponta

Do desejo que se cega

Possa ser tatuada a luz



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 20h01
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El cielo está cayendo

El cielo está cayendo
Sobre los ojos de los espantapájaros
Algunos cuervos picotean su propio vientre
Son como algunos hombres que se esfuerzan
Para darle a dios todo lo peor
Y de ese modo vengarse de las nubes
Y sus pesadillas
Árboles invertidos que trazan el abismo
Para cerca
Para dentro del desván

Este e outros poemas estão traduzidos no site da revista Malabia http://www.revistamalabia.com.ar Dêem uma olhada.

 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 17h10
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O louco habita uma montanha

Uma montanha habita o louco

De tal forma que tanto faz

Ser louco ou montanha

Um sobe no outro

Outro sobe no um

Estão tão juntos que só se separam

Quando ou louco ou montanha

Tem um surto

A montanha geralmente é internada primeiro

O louco depois

Pede silêncio e coabita uma floresta

Junto com outros loucos e sãos

Mas não se sabe ao olhar quem são os sãos

Ou os loucos

Só se sabe quem é louco

Quando a montanha volta

E eles voltam a ser montanha

E são escalados por tranqüilizantes

Químicas

E tudo mais que o faça esquecer a imobilidade

Da montanha

E a mobilidade de uma mente louca 

 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 15h53
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CORAÇÃO DE ISOPOR

 

 

sendo você o ápice de mim

o que sou enfim

quando luz meu labirinto

abismo de muitas funduras

sei que narra sensações

que vem e vão

como quimeras quentes

são apenas cavalos saídos

das mãos dos pés do peito

nu dorso nô

crepom capim que isopor

de tudo na cidade amor



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 14h15
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Amigos/as, tudo bem?

Por motivos técnicos, o Pesa-Nervos precisou mudar de endereço (isto não é o fim do mundo, mas a continuação dele). Estamos agora em: http://pesa-nervos.blogspot.com/
Anotem, visitem e mudem seus links, por favor.

Franklin Alves, Leonardo Gandolfi e Rodrigo de Souza Leão



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 16h34
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DELÍRIO OLFATIVO

 

As lembranças

São lambanças que fiz

 

Dando aulas pra morte

Eu aprendi

A manusear o giz

 

Do desespero

 

Nem sei como sobrevivi

Ao forte fedor das flores

 

E ao meu próprio cheiro



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 21h00
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eu vivo numa bomba relógio circular

numa eterna paranóia

vestido de militar

 

meu coturno já deu muito chute na bunda

e precisa ser engraxado

por algum cagão corcunda

 

aqui mesmo em minha mão de cemitério

tem um nó de presídio

um hospício aéreo

 

por onde voam gaiolas cheias de pássaros 

que comeram e sangraram

feito dente com ácaro

 

meu sonho é bolinar o silêncio com dinamite

provar que deus existe

antes que alguém revide

 

com um ato de ataque de quem nunca atacou

e morreu de enfARTE

diante de um computador



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 13h53
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AMIGO DE SUBSOLO

 

 

Nenhum poema

Me dá a paz de um Amplictil

 

Nenhum algema

Me prende mais a minha loucura

 

Muito pouco

Me prende a deus na altura

 

Se Deus tivesse embaixo, comigo

Teria sim um amigo



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 13h59
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vermelho

 

há nau em falta plêiade

há vida em via de caos

 

há estouro em desfiladeiro

baratas no prestobarba

 

baba no quiabo

quiabo no resto de ontem

 

há um mundo desabando

um ser se erigindo e eu

 

brincando de playmobil

ainda tão ontem que amanhã



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 15h31
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Canção da Torre mais Baixa

 

quero a antilógica

do exagero

o antivôo

dos antílopes

ou o quase pipocar

das corsas

neste desequilíbrio

equilibrado q eu sou

em você reticências



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 13h38
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poema

 

 

depurei

depurei

depurei

 

acabado

acabado

de caber

 

dentro

entro

em você

 

de mim

o fim

enfim



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 14h30
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CONSIDERAÇÕES ALEATÓRIAS SOBRE ANIMAIS

 

azul veludo sobre azul piscina

olhos que piscam o caribe inteiro

outro meteoro

outra crina de cavalo que voa sozinha

ele segura a cabeça de alguém

olhando mais de perto podemos ver o vírus

matamos seres vivos quando tomamos banho

ah, as bactérias e os mínimos seres que habitam a nossa pele

rubro olhar que exorciza o ritual

maconha e veias dilatadas do olho esquerdo

a tecla delete do computador

tem certeza que deseja deletar tudo ou

salvar como

ou cuspir na tela

ou ouvir Mozart

mais uma vez antes das cinco

que é a hora que você desmaia todo o dia

e não sabe se volta

com costeletas estranhas

estas de porco

o porco berra tanto quando é castrado

que quase sinto em mim sua dor



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 21h26
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O FILHO

 

 

Cagam-me regras

Sempre me cagaram

 

Hoje estou tão sujo

Que mal posso ensinar

 

Ao meu filho como

Se limpar



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 16h20
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beijo que me mastiga os lábios das entranhas
saliva que cria urtiga e bichos do pé na língua
alguma mulher se deforma enquanto calafrios
de nuvens poli-brancolores invadem o invólucro
do vulvo-químico vermelho que arranha as unhas
negras

além disso freud diria que é dado um beijo
no cachimbo e o batom borrou b-ego-nias rubras

de saída aqui tudo de entrada ainda
beijo
escrito no espelho do quadro dos dias em parayba



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 12h22
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