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lowcura


 

SUICÍDIO

 

Não havia saída. Nenhum abismo se abria. Nenhuma porta fechava. Nenhum abracadabra. Não conseguia ficar sozinho. Então eu me joguei dentro de uma caixa de Amplictil.

 

Vi que no centro só estava eu comigo

 

Eu dormi no meu suicídio.Acordei para outra vida. Estava dentro de um vidro. Cristo era um suicida?

 

A vida me agarrou e ainda não me soltou. Quando ela me quiser já estou preparado. Basta um abismo crescer. Nem a eternidade é pra sempre.



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 11h33
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CANÇÃO DA MINHA SEGUNDA INTERNAÇÃO

 

 

A vida foge pela floresta azul de Diazepan

Decepam membros alguns são negros

Outros tão brancos que quase transparentes

Outros ainda dando cabeçada na parede

Alguns tremendo feito bambu ao vento

Toda flora do encantamento no jardim

Alguma cobra passeia pela soleira de estrelas

Lá fora é perigosa a vida dos elefantes

Aqui dentro ainda não tiraram o meu marfim

E tudo é tão acéptico: tão forte é a fome

Que preparo um cavalo assado em seu galope

Crinas e crinas e galopam ferozes no fogo

Tudo é fogo e aqui não é um inferno ainda

O inferno chega com as baionetas

Nutridas por alguma dose de algum remédio

Pode ser a haldoperidona

Pode ser que venha um padre com sua hóstia

Pode ser que seja a hora da morte

Mas nunca acaba e vem um novo dia

Tudo queima inclusive eu

Os que não queimam estão de branco

Há bancos por todos os lados

Os bancos estão sentados nos loucos

Os cigarros fumam os loucos

A comida come os loucos

A bebida bebe os loucos

E vomita no cemitério mais próximo

 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 18h47
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CARANDIRU

 

Chamam assim a Triagem

O local de onde vim

Um forno de passagem

Onde se fritam os bolinhos

E foda-se a engrenagem

 

Chama assim a Triagem

Onde três Deuses formam uma

Só mente só imagem

E os eletrodos pinicam todas

As bundas clamam Haldol

 

Chama assim a Triagem

Carandiru, pois já houve linchamento.

E é o fedor mais fedorento

Quando a carne não queima e defeca

Toda a adrenalina que babou

 

Chamam assim a Triagem

Lá minas não vão e só man

Somem e só na noite sem troxadilhos

E eu ainda comi com alguém que me olhava

Mascando a bosta dos dias

 

Chama assim a triagem

Está pequena paisagem, este buraco entregrades

Onde só vejo seu som

Quando ascendo do beijo que me deu

O fedor de um batom


 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 12h12
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Meu nome é Rodrigo de Souza Leão. Sou poeta e este é um blog LOWCURA:

Gozo com a terapeuta

 

 

Durante o eletro-choque

Dizem que mordi minha mão,

Dizem que mordi a aurora.

Quando o crepúsculo nasceu.

 

Dizem, pois nada lembro:

- Quem foi? Qual trem?

Qual lua se afogou

Entre as escarpas da testa?

 

E eletrocutada desabou

Seu leite de gozo eufônico

Na solução de abismo e orquestra,

Que inundou seu ventre vale.

 

 

 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 13h31
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