PÓSTUMO
Tecer silêncios
Como quem come mosca ou
Soluça
Alguma aurora em minha boca ou
O fragmento de alguma substância
Cancerígena
A alimentação de alguma epígrafe ou
O registro do Nada
Ou ainda não dizer nada ou
Dizer que o silêncio nem sempre eclode
Da morte
Às vezes daí vem o barulho
Depois do depois
Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 20h51
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