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lowcura


VENDE-SE.

 

 

Guelras e silêncio. As formigas passeiam pelos peixes. Jonas e sua baleia estão expostos. À mostra toda a tradição. Estandartes nas mãos. Crianças começam a cantar o estribilho do hino nacional. As bandeiras se masturbam no vento. Poetas discutem complexidade do mundo sem complexidade. O hino é belo e a flâmula é verde e amarela. Eu só queria romper a bolha que me prende a esta casa e a estes metros quadrados. Eu iria à feira ver os peixes mortos. Sentir o odor fétido das sardinhas expostas. E não ler num blogue que tudo está a venda. Inclusive as cabeças dos líderes da oposição poética. Um a um decapitados por serem diferentes. 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 16h38
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http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br/frank/frankger.htm

CASAMENTO DE VIÚVA

 

Há um arco-íris ali fora

(em meio à chuva)

E a gente

Num pode nem

Toca-lo 

 

SOPRANDO AS VELINHAS DE UM BOLO SOLADO

 

Glacê de Sol

Sobre o bolo

Pegando fogo

 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 12h07
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DOENÇA ETERNA

 

Meu corpo na cama

Na cama do corpo

 

Me dê outro copo

Me dê outro corpo

 

P´reu vomitar no bidê

Este meu corpo

 

E deixar então minha cicatriz

No corpo do copo

 

Pedir socorro

Só por escopo

 

Se Deus me desse outro corpo

Não pediria outra alma



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 16h58
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