O SÁTIRO
O louco se ama tanto
Que se masturba no escuro
No que será que ele pensa
Quando agüenta dentro de si
Toda a dor do mundo
E ejacula um pouquinho de solução
A solução é branca como a paz
Mas agride o rigor do enfermeiro
Que vendo no escuro em que estamos
Aponta pro louco uma baioneta
E algum líquido santo dentro da veia
Irá aclamar aquele homem santo
Ele não fará mais nenhum deus
Nem morrerá de amor por si
Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 12h21
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