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lowcura


ICEBERGS DERRETENDO

 

Eu acho sinceramente

Que não sou nada

Que só vejo água neste deserto

 

Tudo que eu sou

Me enfada

 

Porque não sou nada

Ando de mão dada

 

Com a morte

 

Teria maior sorte

Se isso fosse por esporte

 

Mas não o é

É meu pesadelo

 

O desgelo dos anos

Na geleira dos dias

 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 22h16
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FRANKENSTEIN

 

Todo dia é tudo igual

Passo mal um pouco

E olho nos teus olhos

Espelhos não me refletem

 

Eu sou um vampiro

E tenho doença no cérebro

Piro porque sou o vento

Com uma cicatriz de rabiola

 

Em minha cabeça grande

Há coisas tão pequenas

Como querer parar de chorar

Depois de me matar



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 13h51
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UMA CERTA CONSCIÊNCIA DAS COISAS

 

O louco olha a coisa e vê um monte de coisas

Um monte de esquinas

Um monte de setas apontando para onde ir

Um monte de sapos a engolir

Um monte de remédios para tomar

Um monte de loucos no espelho e ao seu lado

Um monte de carne humana esperando na fila de humanos

Um monte de trens vindo em direção contrária

Vê o longo espelho que é o metrô correndo

E sua imagem se distorce em um milhão de outras

Um monte de piscinas vazias nas mansões abandonadas

Um monte de câmeras captando-o no semáforo

Um monte de sêmen inundando a mão

Um monte de sapatos que o seu engraxate brasileiro tem que engraxar

Um monte de crianças andando pela noite

Um bando de caras correndo atrás de uma bola

Um monte de bolinhas de sabão flutuando com vocês dentro

Um monte de famílias que perderam seus filhos

O louco olha uma pessoa e só a vê quando ela o ama

O louco está ficando cego também



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 23h14
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O TEMPO E SUA LENTIDÃO

 

As prateleiras estão vazias

E os brasões precisam ser lavados

Os cavalos são todos brancos

As palavras estão repletas de cor

O branco desaba das paredes

O sangue circula nos encanamentos

No sexto andar mora um louco

Certa vez algum dia desses

Ele foi visto vestido de negro

E mastigava a orelha de alguém

Dizem que não têm inimigos

Acredita-se que tudo está bem

É a mulher do segundo andar quem fala alto

E um alto falante também

Também há a tristeza dos elefantes

Aquele prédio é carregado nas costas

Como se fosse a coisa mais leve do mundo

Mas se pesasse menos não mudaria

O andar do caramujo que o soergue

 

 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 23h11
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(poemas apenas

pequenas algemas

de liberdade)

 

*

 

um but por dia

é o mínimo

em micro companhia

 

*

 

urubus sobrevoam

restos deteriorados

de amores eternos

 

*

 

tudo como estábulo

tudo como estabelecido

tudo quando estátua

 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 19h01
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