fátima (enfermeira)
o mar
navega
em fá
fã
de falésias
meu infinito
ruge
o tempo
enjaulado
transmuta
ejacula
mutações
adrenalina
falta
ao cérebro
que
navega
em ré
médio
Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 00h10
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o primeiro dia
vendavais de amolictil
acalmam o silêncio
etílicos deitados
bebendo seu gardenal
o cérebro sufocado
a química cerebral
antenas recebendo
doses de fenergam
masturbam-se velas
pílulas bailarinas
a noite flutua
horrenda tarde
aqui a dentadura
me fala sombras
Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 17h10
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a)o
sol
do
violão
Ilumina
o
som
b)hienas
na
sonoplastia
dos
trapalhões
c)dentro
o
meticuloso
escuro
nasce
pantera
d)a
fumaça
se
engalfinha
com
o
vento
e)vírgula
antepasto
de
reticências
f)a
lupa
odeia
horizonte
g)debate-se
no pedido
que faço
a você
vox
h)o
etecetera
tende
ao
infinito
Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 16h22
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i)auréolas
elétricas
anjo
em
estátua
j)tua
mão
concavágua
leva
líquidos
e
côncava
ao
solo
planta
sanhas
e
convexitudes
k)a
bola
erigiu-se
de
ar
l)arfar
desalma
r
dura
sauna
feudal
m)saber
a
hora
de
(a)parar
o
sumo
do
poema
e
morrer
Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 16h21
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Emygio Barros
POBREZA EM LATA
Lá estão as sardinhas mortas dentro da lata
Será
Que os homens dentro dos coletivos
Estão vivos?
Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 12h40
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