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lowcura


O pêssego

 

            “e a puta engole ofensa todo o dia.”

                                   Glauco Mattoso

 

nua como pêssego

disforme e inerme na compota

 

a puta aporta na foto

tudo sorri

 

algum sonho na calma-

ma-

ria

inflaciona a neurose

 

quão podre está a mente

que diz que a puta pode sorrir

 

quando goza a puta pode

amputar tudo

e cuspir a glande: grande e gigante

 

a puta pode ofender Gandhi

não a mim: a puta pode pagar pr,eu

um dia

 

a puta pode fugir da ventania

de perdigotos 

 

sou só mais um esgoto

 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 14h08
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a lamina percorre entra abduz perfaz algum hiato cândido que outrora pandego de si já foi para outro mar de ardósia arder nefastos crimes como quem teceu sua troca

 

a lamina ardeu urdiu semi pousou na mão do alicate que manuseando-a como um estilete foi incisiva ao ponto g e futucando arrancou-lhe as orelhas poros ventas e ventanias e colocou o que sobrou no colo de um tigre de bengala

 

a lamina tinha só o dom de percorrer aqui e ali aquele bigodinho de casimira que se abria em meio a boca de uma pinça nua de si e sem perdigotos brancos por perto e algum escarro verde ou lacrimogêneo desterro em fezes se acabou.

 

a lamina serviu para dar o principal caminho para as balas perdidas que refletidas em si despencavam bolinhas de sabão e saiam gotas cristalizadas de algodão doce



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 15h12
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vísceras carcomidas pelo pólen

pelo pólen híbrido da noite

onde o sol de soslaio brinda

 

a forma diáfana da urtiga

que a bruma vitima com vida

e avenidas que buscam os dias

 

de floração inefável e implume

tece sua gota de liturgia clara

brinda com o princípio de abismo

 

denomina-se caos de agora em di-

ante ao poro que sangra sonhos

utiliza deste absinto ou pele



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 22h54
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aquário

 

no aquário os peixes brisam

levando flâmulas e bandeiras

 

essa bebedeira nunca passa

o porre parece ser eterno

 

dia após dia vomito ventres

já não tenho um corpo material

 

sou uma pétala ou página branca

bailando no vento do rabo do peixe



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 15h24
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