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lowcura


DEPOIS DO PARTO, O ALÍVIO. 

 

As samambaias descendo rumo ao chão e indo indo indo indo para aonde não sei nenhuma parte do que sei se anela a aquilo. Eu não sei o que dizer. Pode ser mais um precipício que está caindo. Todo o abismo cai. Uma bandeira. Uma flâmula. Tigre em volta do corpo torto velho tronxo quase morto e alguns ignorantes insistem em escrever uma poesia que diz muita coisa quando nada diz.

Silêncio.

Eu sou um ignorante porque nada tenho a dizer e o que quero é entreter você para que chegue ao próximo ponto. Ponto de fuga. Ponta de lápis. Ponto de honra. Ponto extra. Set point. Ponto. Na Tv somos campeões olímpicos e os jogadores se irmanam num pulo chamado peixinho.

Aplauso.

Maconha e seu cheiro enjoativo eu não quero mais. Me dêem morfina. Me dêem morfina. Quero cozer meus miolos antes que fiquem paralisados. Quero engolir minha dor e carnavalizá-la. Para entrar dor e sair palavra.

Pausa. Vou ao banheiro.

Volto do banheiro com a sensação de que pari.



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 18h33
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Bombado

 

Mergulhei de cara no ar

Quando eu respirei

Meu coração ia a duzentos por hora

Capotar na primeira endorfina

E ir adrenalizado bater e bater

Até uma morte circunscrita

A alguns idiotas que me matavam

Mas eu voltei vivo

Da camisa de força que apertava

Ainda sem conseguir separar

A realidade da realidade

Por que tudo era realidade

Aquelas vozes que me esmagavam

Aquelas mãos que eram pinças

Aquelas pinças que pareciam caranguejos

E arrancavam meus pedaços

Mas não comiam

Porque era só por prazer

Que faziam aquilo

 

 

 

 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 14h36
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o c e  -  a n a

        minha rosa ferida
        sangrando pelas pétalas
        é a que posso lhe dar
        espantalho que sou

        incompetente no doar
        pelo menos quando só
        na solidão da lembrança
        de que tudo passará

        e se for vai direto daqui
        para quem quiser sorrir
        da silenciosa felicidade
        que é escrever pra você

        neste exato instante
        que arfante deito o sol
        pra mergulhar no fogo
        das cobertas do poema

        quem sabe o sono
        apagará a amargura tíbia
        que desata a realidade
        habitante deste lume

        pois santo eu não sou
        e se pareço um sofredor
        é puro fingimento
        de quem gosta de pessoa

        e leva as asas brancas
        a vôos quase exatos
        a falsos auto-retratos
        do incendiário bombeiro

        que precisa do descanso
        mais que os barcos
        ancorados na marina
        de seus olhos verdes




Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 15h11
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