AS VERRUGAS NA NUNCA
Mastigo a água de seus seios
Estou sem sede agora
Minhas digitais foram impressas no seu ventre
E ainda beijei sua boca de açúcar
E ainda roubei uma saliva que escorria de sua boceta
E ainda a lágrima que encarneceu verruga
Foi só uma mostra de como as coisas se dão
Elas se fixam em um local inadequado
E ainda viram joaninhas e elefantes
E ainda podem virar uma doença
Que eu ainda adoro beijar
Uma vespa negra tatuada na bunda
Que eu tento com um tapa tirar dali
Deslocar de lugar e agora
Babar enfim lhe descer e subir
Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 16h52
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