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 UM TIPO DE MORTE

 

Morrer

É se afogar

Tanto em si

Que nadar



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 17h46
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A GRAVATA DE MAIAKOVSKI

 

A Cláudio Daniel que queria ser Maiakovski

 

No começo das velas

O amarelo

Rouba de si mesmo

 

Sua cor

 

No final vem o branco

E o negro e o azul

Todos em pool

 

Vem dizer da desgraça

De não ser amarelo

O branco cogumelo

 

Assim todas as cores

A serviço do amarelo

Do poeta e seu inferno

 

Há também sentimento de chão

Onde quase tudo cai

Sobre nossa cor eleita

 

E o Sol a si devora



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 17h52
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Em cima do homem há outro homem

Em cima do cadáver dela

Há uma cadela

Em cima da luz existe o teto

Que vem vindo

Em cima da cama estou eu que vejo tudo

E nada sei

Em cima de mim está ela

Que berra

Grita pro silêncio que a escute

Grita para mim que a respeite

Simples mente grita porque para ela falar é gritar

Em cima do criado mudo há um livro aberto

Em cima da escrivaninha o diário

Do lado da porta uma janela

E alguém caindo

E gritando

Enquanto isso duas joaninhas comem açúcar

Três mulheres conversam sobre a menopausa

Toca o telefone

Em cima da cabine de telefone

Há nuvens que se ausentaram a tarde toda

Há um céu inteiro espatifando-se sobre nossas cabeças

E ninguém percebeu que é feriado

Que há crianças recebendo o corpo de Cristo

Enquanto esquizofrênicos só fazem repetir a mesma frase

A mesma dor

A mesma aurora

A mesma deformação dos sentidos

Porque tudo é assim mesmo

E só estará em baixo

Quando nos abaixarmos

Para olhar as formigas que carregam o esqueleto de um anjo

Uma asa tatuada no peito

Uma aurora inteira pra voar

Outro dia foi que se jogou

E só hoje descobriu que não sabia voar em dias como este

Onde tudo desaba escada a baixo

Como se pudéssemos saber tudo sobre qualquer coisa

Tão burocrática

Quanto lhe beijar agora

Neste silêncio que a tudo escuta

Quem foi o filho da puta que disse que tudo ia acabar depois

Depois veio o depois e pior que depois veio o pior

Que é cercar o nosso infinito com cacos de vidro

Para contarmos nossos pedaços que ficaram na tradição

Acima de tudo

Morto mar morto: mortinho da silva

 



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 20h10
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O JOGO DE AMARELINHA

 

Remédios são azuis

Brancos

Ou amarelos

Os doentes são brancos

Negros

Ou amarelos

O Sol é amarelo

A gravata de Maiakovski

Era amarela

Em Van Gogh

Quase tudo era

De modo que o amarelo

É quase a cura

Um passo para o amarelo

É a serpente que se alça

Na conquista

De um terreno onde

Síndromes de

Todas as cores

Habitam

Um único amarelo



Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 22h50
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