soneto número 1:
língua da boca cheia palavra
azedume de palha e aço
palhaço de plumas e esterco
cogumelo no rés do chão
tudo que dali nasce ali mesmo
que dali cresce para o vário
que dali ampara guarda-chuva
feito o que de feitio é feito
retórica ao sol de maio: defeito
ao sol de maio o sol desmaia
em Maiakovski existem estrelas
e no soneto um há alambrados
e uma torcida praguejando contra
uns a favor dos outros que
Escrito por Rodrigo de Souza Leão às 21h02
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|